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Espírito de Missão
ISCTE, 1-2 de Junho de 2006
Auditório Afonso de Barros
Tem aumentado nos últimos anos o número de intervenções humanitárias governamentais e não-governamentais portuguesas no mundo, acompanhando uma tendência internacional que parece manter-se no futuro próximo.
Face às guerras, às catástrofes naturais e outros fenómenos de dimensão trágica ocorridos tanto nos países pobres como nos mais desenvolvidos, multiplicam-se os apelos de envolvimento urgente de organizações de apoio humanitário. A pressão para agir num quadro operacional institucionalizado é tal que raramente permite pausas para uma reflexão crítica e auto-crítica. Os resultados das intervenções humanitárias nem sempre são avaliados de outra forma que não nos termos mais empíricos e instrumentais.
A coordenação do Mestrado Risco, Trauma e Sociedade do ISCTE organiza um colóquio internacional para reunir os que, directa e indirectamente, se interessam por Medicina Humanitária e para promover uma reflexão crítica interdisciplinar sobre os sentidos éticos, estratégicos, médicos e civilizacionais das actuais missões em que esta actividade é praticada.
O Mestrado “Risco, Trauma e Sociedade” é organizado pelo Departamento de Sociologia do ISCTE, com a coordenação científica de António Pedro Dores (Dept. Sociologia ISCTE), Manuel João Ramos (Dep. Antropologia ISCTE) e Jorge Santos Bessa (Dep. de Cirurgia da Faculdade Médica da UNL).
Temáticas dos painéis:
- Situações de crise humanitária, gestão e mediatização
- Previsão de risco e análise de impacto das intervenções humanitárias
- Estudos de caso: missões humanitárias recentes
- Medicina humanitária – Aspectos éticos e políticos
Espírito de Missão:
Colóquio Internacional sobre Trauma e Medicina Humanitária
PROGRAMA
Auditório Afonso de Barros
QUINTA-FEIRA, 1 Junho
9.30
Sessão de abertura – Presidente do ISCTE, Ministro da Saúde, Coordenadores do Mestrado RTS/ISCTE
10.00
– Conferência Prof. Bernard Rimé (Universidade Católica de Louvaina) – “Trauma e partilha social de emoções”
11:00 – comentário Alain Jézéquel (Braga)
11.30 Pausa para café
11.50
Painel: coordenação Dr. Bruno Brito, psicologia do trauma, GNR e Bombeiros
“Gestão psico-social do trauma – factores humanos do trauma e do socorro”
Participantes: representantes da Cruz Vermelha Portuguesa, INEM, Serviço Nacional de bombeiros e Protecção Civil, PSP, GNR, comissão Entre-os-Rios
13.00 pausa para almoço
14.30
Conferência do jornalista sénior Mark Brayne (BBC e director europeu do Dart Centre for Jornalism and Trauma) – “Jornalismo e trauma: os impactos da reportagem de guerra”
Comentário pelo Prof. José Rodrigues dos Santos (Universidade de Évora)
15.30 pausa para café
15.45
Painel: coordenação Prof. Luísa Lima (ISCTE)
“Traumas e representações colectivas”
Participantes: representantes do Ministério da Defesa, da Assembleia da República, e de embaixadas americana, espanhola, dinamarquesa, Nossa Âncora, Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais
Debate:
17.10 Pausa para café
17.20
Conferência “Memoriais do atentado de 11 de Março em Espanha” - Dra. Carmen Ortiz Garcia
Comentário: Prof. António Medeiros (ISCTE).
SEXTA-FEIRA, 2 Junho
Manhã:
TEMA: Espírito de Missão na Saúde
10.00
Painel: Coord Dr Pedro Moniz Pereira, Hospital Garcia De Orta – ATLS Portugal
11.15 Pausa para café
11.30
13.00 - Pausa para almoço
Tarde:
TEMA: Da Medicina à Acção Humanitária
14.30
Painel: Coord Prof Doutor João Luis Baptista (Faculdade de Ciências Médicas)
16. 10 – Pausa para café.
16.20 Conferência – “Os médicos e o espírito de Missão” - Professor Doutor João Lobo Antunes.
Apresentação e comentário final: Professor Doutor Jorge Santos Bessa
17.30 - Sessão de Encerramento - Presidente do ISCTE
| Magnitude | 8.0 (Great) |
|---|---|
| Date-Time | = Coordinated Universal Time = local time at epicenter |
| Location | 20.035°S, 174.227°W |
| Depth | 16.1 km (10.0 miles) (poorly constrained) |
| Region | TONGA |
| Distances | 155 km (95 miles) S of Neiafu, Tonga 160 km (100 miles) NE of NUKU'ALOFA, Tonga 455 km (280 miles) S of Hihifo, Tonga 2145 km (1340 miles) NNE of Auckland, New Zealand |
| Location Uncertainty | horizontal +/- 7.9 km (4.9 miles); depth +/- 32.2 km (20.0 miles) |
| Parameters | Nst=161, Nph=161, Dmin=725.7 km, Rmss=0.9 sec, Gp= 29°, M-type=moment magnitude (Mw), Version=6 |
| Source | USGS NEIC (WDCS-D) |
| Event ID | usmgas |
A Associação Portuguesa de Bombeiros e Técnicos Especialistas (APBTE) nasce esta quinta-feira e tem como principal objectivo dar apoio psicológico e técnico, assim como formação, aos bombeiros de todo o país, desde comandantes a soldados. A iniciativa é privada e não tem fins lucrativos, por isso mesmo considera-se «independente».
A APBTE vem preencher a falta de apoio técnico aos bombeiros. «Existe a Liga que funciona como entidade patronal e a Associação Nacional que tem uma vertente mais sindical. Esta nova associação está no "meio" e pretende aumentar o conhecimento quer através da investigação, quer da formação técnica», explicou em primeira mão ao PortugalDiário, Pedro Rios, porta-voz da APBTE.
Um dos primeiros passos é ensinar os bombeiros a lidar com situações de «stress extremo» para que o cidadão possa ser melhor servido. Uma formação inicial que será completada sempre que os homens no terreno necessitarem. «Pela primeira vez os bombeiros vão ter ao seu dispor especialistas para dar assistência também a nível psicológico, além de técnico», explicou o responsável.
A Associação está representa na Federação Europeia das Associações de Oficiais de Bombeiros e Portugal é já o mentor do modelo de Control Incident Stress Management (CISM) para a Europa. «Existe um modelo americano de gestão destas situações, no entanto, na Europa existia essa falha. Portugal assumiu essa responsabilidade de adaptar um modelo mais leve que o americano. Os outros países vão basear-se nos resultados da experiência portuguesa», adiantou.
O apoio psicológico estará também disponível, numa fase posterior, para as vítimas de acidentes e fogos, desde que «não nos sobreponhamos às competências do ministério da Saúde.
A APBTE é privada e vai ser financiada pelas cotas dos sócios que quiserem aderir. Em cima da mesa também estão protocolos com câmaras ou escolas. «Assim, podemos ser independentes e não depender de subsídios», explicou Pedro Rios. Apesar do carácter particular, associação já pediu audiências com a Protecção Civil e com o Ministério da Administração Interna.
Do projecto consta também uma pós-graduação para jornalistas e um jornal on-line.
Nos próximos dias 12 e 13 de Abril realiza-se o seminário «A dependência às emoções, às recordações, e a sua influência sobre o nosso corpo e psique». Segundo Irène De Wit, o seminário que, como todos os seminários que realiza, pretende ser dinâmico e de inter-relação com os participantes, tem por objectivo «mostrar como usar o nosso pensamento de forma adequada e como ter acesso a certas partes do nosso cérebro de forma a aprender a gerir o que representa o sofrimento», assim como aprender a redesenhar o mapa das nossas expectativas e manifestar as escolhas que fazemos ao longo da vida, para «regenerar corpo e mente». Iniciando uma análise da nossa mente, Irène De Wit pretende «ajudar os participantes a resolver as problemáticas das suas vidas, criando objectivos por tomadas de consciência, ajudar a encontrar fórmulas adequadas de gerir o stress, os medos, e, em última instância, gizar estratégias de combate às dependências e à doença».
Entre os assuntos que serão abordados destacam-se «Stress e sobrecarga emocional»; «As diferentes dependências em relação ao stockage bioquímico»; «O percurso existencial e as nossas recordações»; «O pensamento como estruturante do nosso somático», «O papel fundamental da ressonância e do medo nas perturbações psicológicas e ao nível lesional»; «A estruturação do “eu”»...
A investigadora, que se notabilizou como conferencista internacional dissertando sobre temáticas como a física quântica, o processo de resiliência, biologia quântica, o transgeracional, re-informação celular, as aromaterapias, e o poder dos elixires florais, entre outras matérias, é também membro fundador da organização não governamental (ONG) “Resiliência no Líbano” – suspensa há dois anos devido aos acontecimentos no Médio Oriente. Nesse âmbito, tem desenvolvido um trabalho aprofundado no campo das matérias dedicadas ao pós-traumático, nomeadamente no acompanhamento psicológico de refugiados que pedem asilo na Bélgica.
Nascida em Anvers, onde exerce psicoterapia há mais de três décadas e se dedica à pesquisa da denominada alquimia vegetal (área em que Iréne De Wit é considerada como pioneira a nível mundial e uma das principais seguidoras do trabalho do Prof. Edward Bach, médico inglês que ficou conhecido pelas suas investigações clínicas no campo das terapêuticas florais e suas aplicações no tratamento das perturbações psicológicas) é autora da obra “Alchimie des fleurs d’Ardenne” (editora Memory Press).
De acordo com Irène De Wit, é objectivo do primeiro seminário, que se realiza dias 12 e 13 de Abril no Hotel Barcelona, abranger não só profissionais de saúde, nomeadamente psicólogos, médicos, homeopatas, e outros profissionais ligados a esta área, mas também o público em geral. A investigadora belga afiança que esta iniciativa pedagógica irá contribuir para a aprendizagem do redesenhar do mapa das expectativas pessoais e como manifestar as suas opções de vida. Segundo Irène De Wit, o seminário versará um conjunto de temáticas que alicerçam o processo de regeneração do corpo e mente.
Programa do seminário a realizar dias 12 e 13 de Abril, no Hotel VIP Executive Barcelona, rua Laura Alves, nº10 – atrás da antiga RTP
(seminário a realizar em francês, com tradução):
- As diferentes dependências em relação ao stockage bioquímico
- O pensamento como estruturante do nosso somático
- O percurso existencial e as nossas recordações
- O papel fundamental da ressonância, do medo, nas perturbações psicológicas e ao nível da lesão
- A estruturação do “eu”
- As nossas emoções na estrutura familiar
Para mais informações, contactar:
Dra. Elisabete Agostinho
(Coordenação e Comunicação)
elizabete_agostinho@yahoo.fr
96 520 31 40
Preço da participação: 200 € (Este preço inclui a entrega do Certificado de Participação)
Os participantes deverão fazer o pagamento de 50 € no acto de inscrição, completando-o à sua chegada ao seminário.
Enviar o formulário com o meio de pagamento seleccionado para:
Avenida das Descobertas, nº43 1º Dto.
2670 – 384 Infantado Loures
| OBJECTIVO: | No final do curso, os formandos deverão ser capazes de Compreender a complexidade e riqueza do conceito e processos do stresse;Distinguir as perspectivas biológica, sociológica e psicológica do stresse, e, dentro da biológica, distinguir a psiconeuroendocrinologia do stresse agudo e do stresse crónico;Compreender o conceito de coping e enquadrá-lo no contexto dos processos de stresse;Explicar a relação entre stresse e saúde e desenvolvimento pessoal, por um lado, e, por outro, entre stresse e doença;Conhecer e saber utilizar técnicas clínicas para melhorar o coping individual, entre as quais o auto-diagnóstico de stresse, relaxamento, debate cognitivo, etc.; Compreender e explicar a relação neuroendócrina entre stresse agudo (trauma) e perturbação pós-stresse traumático (PPST);Identificar e distinguir tipos de traumas e suas características psicopatogénicas;Conhecer e aplicar técnicas de apoio psicológico em emergência a vítimas de traumas e tragédias; Conhecer e saber administrar tratamentos psicológicos para indivíduos com PPST. | ||
| PROGRAMA: | 1. Stresse 1.1 Modelos médico, sociológico e psicológico do stresse 1.2 Modelo integrador 1.3 Processos do stresse (causas, percepção, sintomas da resposta de stresse, coping) 1.4 Da resposta de stresse à doença e do coping à saúde 2. Clínica do stresse 2.1 Estratégias e técnicas clínicas e psicoterapêuticas que melhoram os actos de coping 3. Trauma 3.1 Tipos de trauma 3.2 Neurobiologia do stresse traumático 4. Clínica do trauma 4.1 Stress Debriefing e outros modelos de intervenção psicológica no trauma 4.2 Tratamento da Perturbação Pós-Stresse Traumático | ||
| METODOLOGIA: | Serão privilegiados métodos activos (aprendizagem experiencial; debates e discussões; descoberta guiada; grupos de trabalho; estudos de caso/casos clínicos) em combinação com métodos expositivos. | ||
| DESTINATÁRIOS: | Psicólogos, médicos, enfermeiros, assistentes sociais e outros profissionais de saúde interessados nos temas. | ||
| DURAÇÃO TOTAL DA FORMAÇÃO: | 30 Horas | ||
| FORMADORES: | Dr. Marco Ramos (Psicólogo; Psicoterapeuta; Docente da Escola Superior de Saúde da Universidade de Coimbra) Dra Joana Mascarenhas (Psicóloga) | ||
| COORDENAÇÃO: | Dr. Marco Ramos | ||
| DATAS/HORÁRIO DA FORMAÇÃO: | 5, 12, 19 e 26 de Maio e 2 de Junho Das 10.00 às 13.00 e 14.00 às 17.00 | ||
| LIMITE DE INSCRIÇÕES: | 20 | ||
| PREÇO: | 170.00 € | ||
| MODALIDADES DE PAGAMENTO: | 85.00€x 2 prestações (a 1ª no acto de inscrição e a 2ª à data do "términus" do Curso) | ||
| LOCAL DE PAGAMENTO: | Secretariado da AFP Largo da Cruz de Celas nº 1 3000-132 Coimbra |
O Ministério da Educação não está a par do que está a ser feito em termos de apoio psicológico aos alunos nas escolas. Não existe informação sobre como funcionam os serviços de psicologia e orientação que abrangem o ensino pré-escolar, o ensino básico e o ensino superior.
Os serviços de psicologia e orientação foram criados em 1991, altura em que Cavaco Silva era ainda primeiro-ministro, com o objectivo de assegurarem «a realização das acções de apoio psicológico e orientação escolar e profissional previstas no artigo 26º da Lei de Bases do Sistema Educativo».
«Neste momento existem essas estruturas, que o anterior Governo tentou extinguir, mas estão a funcionar com um número reduzido de psicólogos. A última vez que abriu concurso para integração destes profissionais nos quadros do Ministério da Educação foi em 1997», explica ao PortugalDiário Manuela Castelo Branco, presidente do Sindicato Nacional dos Psicólogos (SNP).
«Na Europa, a média é de um psicólogo por cada 400 alunos. Em Portugal, a média é de um psicólogo por cada 4000 alunos. É um serviço notoriamente insuficiente», explicita a psicóloga.
Muitas vezes, a situação que se encontra é a de um psicólogo afecto a um distrito, que «visita todas as escolas», o que faz com que «fique quase cinco ou seis meses sem voltar a uma determinada escola», o que «denigre a imagem dos psicólogos, que ficam conhecidos como aqueles que aparecem de vez em quando», diz Manuela Castelo Branco.
Segundo a psicóloga, o sindicato já expôs a situação «ao Ministério e até na Assembleia da República, mas ainda não tivemos resposta».
O PortugalDiário tentou averiguar junto da tutela como decorre o trabalho destes serviços, quantos alunos recebem apoio psicológico e quantas escolas contam com estes serviços. No entanto, a única resposta que a assessoria do Ministério deu foi que «não existem neste gabinete dados relativos à questão».
Desde 1986 que está contemplada na lei a questão do apoio psicológico e orientação escolar e profissional nas escolas. Segundo estabelecido na Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei nº 46/86), «o apoio no desenvolvimento psicológico dos alunos e à sua orientação escolar e profissional, bem como o apoio psicopedagógico às actividades educativas e ao sistema de relações da comunidade escolar, são realizados por serviços de psicologia e orientação escolar profissionais inseridos em estruturas regionais escolares».
Já em Maio de 1991, um decreto-lei determina a criação de «estruturas especializadas de orientação educativa que, inseridas na rede escolar, assegurem a realização de acções de apoio psicológico e orientação escolar e profissional».
No mesmo decreto-lei, ficam definidos os modelos de organização dos serviços: «Pelo carácter globalizante da educação pré-escolar e do 1º e 2º ciclos do ensino básico configurou-se um modelo de intervenção dominantemente psicopedagógico, enquanto no 3º ciclo do ensino básico e no ensino secundário a intervenção dos serviços inclui a vertente de orientação escolar e profissional».
O principal objectivo destes serviços é «prestar apoio de natureza psicológica e psicopedagógica a alunos, professores, pais e encarregados de educação, em «instalações próprias, adequadas ao exercício da sua actividade» dentro da escola.
Quanto à orientação técnico-normativa dos serviços, «é da responsabilidade da competente estrutura central do Ministério da Educação, que deverá promover a elaboração de material técnico-científico e de informação escolar e profissional necessário ao desenvolvimento das suas actividades».
A criação dos serviços é efectuada «sob proposta dos directores regionais de educação». Depois de feita a proposta, «a Direcção-Geral dos Ensinos Básico e Secundário apresentará o plano anual de início de funcionamento dos serviços, o qual será aprovado por despacho conjunto dos Ministros das Finanças e da Educação».